
Caríssimos, peço desculpas, mas eu tinha que postar esse texto.
Meio deprê, mas estou me sentindo assim.Eu acho que às vezes poderia me definir por poesias.Eu acredito, tal como Drummond, que amor é estado de graça e com amor não se paga.
E sou capaz de dizer simplesmente que eu te amo porque te amo. E não consigo conceber outro tipo de amor que não seja de graça. Foi Drummond que me ensinou a amar assim.Tal como Quintana, só peço que por favor, não me analise. Meu amor é por inteiro, não pode ser visto num microscópio. Não dá para dissecar.
Eu só quero alguém que me envolva todo em seus braços. E eu serei o perfeito amor. E, contrariando Jonh Lennon, acredito que o sonho acabou. Pelo menos o meu. Vinícius é que sabe. Pois nunca pode ser imortal, posto que é chama. E eu vivi o meu momento de infinito enquanto dure.Durou pouco, e foi infinito, intenso, eterno. Mas, como chama, apagou. Um balde de água fria. Um autêntico toque de recolher.Cortei minhas asas, voltei a pôr os pés bem firmes no chão. De onde nunca deviam ter saído. Tirei as lentes cor de rosa e o passarinho verde fugiu. Acabaram os suspiros e os olhares perdidos. A paixão subiu no telhado. Agora não tenho tempo para isso. Estou ocupada. Tenho que juntar os caquinhos do meu coração partido.Eu errei. Amei sem pedir nada em troca. Sem querer casar, sem querer morar junto, sem pensar nos nomes dos filhos. Amei agora, amei ontem. Amei amando, sendo feliz um dia após o outro. Sem cobrança, sem ciúme. Só assim... Achei que era certo. Afinal não era.Ele disse que não queria me amar. Eu aceitei. Não devia ter feito isso. Devia ter exigido um pacto de sangue que nos unisse pela eternidade. Mas... não achei necessário. Quis consolidar o sentimento aos poucos. Quis construir, em vez de apresentar um projeto terminado. A verdade é que eu só consigo viver hoje. Até o Herbert Vianna entendeu que o meu erro foi crer que estar ao seu lado bastaria. Não bastou.Eu quis transformar o amor num verbo: Eu amo, tu amas, nós amamos. Ele preferiu uma equação. Eu nunca cheguei a descobrir o "X" da questão. Eu nunca fui boa em matemática mesmo...Agora... E agora José?








