sexta-feira, janeiro 29, 2010

Erros que cometemos ao namorar...

Estava na hora do almoço, conversando com uma amiga; para variar estava falando mal dos homens que não sabem valorizar uma boa mulher e em como sabemos que mulher é tudo doida, hipócrita e adoram se fazer de coitadinhas. Temos o poder de fazer o começo do namoro ser champagne e morangos, e no final se tornar uma cerveja barata e quente.


– Como?


O cara conhece você, deusa, linda educada, fina, elegante, fala baixo, usa os talheres impecavelmente silenciosos - O Hannibal
 era assim – Então começam a sair e logo se apaixonam, o resto
da história vocês já devem imaginar. Você entope o banheiro dele com cremes, sabonetes e xampus que ele levaria no mínimo dez anos pra usar tudo. Ele acaba fazendo a barba com o condicionador capitão Kirk, aquele pra escova com íons.

                                  Como vocês achavam que ele conseguia esse penteado?

Até que em um belo dia de sol ele abre o chuveiro e sente algo frio, adivinhem; a calcinha pendurada no registro. Você começa a implicar com seus amigos e amigas, larga pela casa as revistas femininas, escova de cabelo, enche o armário da cozinha de barras de cereal, arroz integral, e semente de linhaça, diz que ele se alimenta mal e bebe muita cerveja. O telefone dele toca; é um amigo o chamando pra uma viagem de macho, papo de macho, onde de verdade só vão ter machos. E você estraga tudo dizendo que havia planejado um final de semana romântico com filme, pipoca e jantar. O cara ainda te achando linda, deixa os amigos pra lá e ouve um sonoro - Tu
é uma bichona mesmo.



Acaba com o futebol no bar as quartas-feiras, faz da vida social dele um inferno: shopping, pizza na casa de amigos -dos seus amigos entre outras coisas. Você, a deusa, vai se transformando na medusa. Só se arruma quando vai trabalhar ou sair com as amigas. Mal depila as pernas e a virilha porque acha que a intimidade te permite fazer isso e que ele nem vai reparar. Até que um dia ele chega em casa e é o fim do mundo: você toda despenteada, de calça de moletom e meias. As calcinhas viram shorts, maiores que da sua avó de 90 anos. Roupas sedutoras, com os seios sustentados por um belo soutien com bojo, passado! Não obstante, você se apossa da vida dele. Não o deixa escolher mais nada, é ardilosa e faz tudo sozinha.

                                                                     Isso non ecziste

Quando cai em si, pimba. Está servida a cerveja de quinta e quente. Agora me diga, que mané em perfeito estado de suas faculdades mentais agüenta isso? Clarice Lispector bem que tentou nos avisar em "O dever da faceirice", mas nós continuamos doidas.

Até a próxima.


PS: Sim, eu me depilo e não sou a medusa. E se isso aconteceu comigo, não tive tempo de colocar a calcinha no registro.

Postado originalmente por AG em
http://merendinhahipocrita.megabyet.net/

quarta-feira, janeiro 27, 2010

Ah o amor...

Ter um amor! Amar!... Ser dono de um carinho!... Será que alguém imagina o que isso significa?... É como ter o sol irradiante dentro d'alma! É a alegria de andar sobre a terra, e a arte de voar até as nuvens. É o dom de tornar brando ou duros os deveres...

Nossa existência converte em luz as opacas névoas, e nos alivia de tudo quanto está dentro ou fora de nós mesmas...

O amor concilia tudo, prendendo-nas à vida, e pondo-nos no coração o medo de perdê-la. Utilizamos toda a energia material e espiritual que possuímos, neste grande e profundo bem terreno. Quantas vidas renascem por um pouco de amor; quantas ilusões tomam corpo...

Cuidemos muito bem do amor, que possuímos, pois se é verdade que ele nasce de menor coisas, tembém é verdade que se esvai sem facilidade, e qualquer coisa pode matá-lo; às vezes a falta de carícia; outras vezes uma simples corrente de ar frio... 


Clarice Lispector; organização de Aparecida Maria Nunes. - Rio de Janeiro: Rocco, 2006.

domingo, janeiro 24, 2010

Dinheiro paga ausência de afeto?

Será que a teoria de que não se obriga ninguém a amar ou manter relacionamento afetivo se aplica aos laços paternos?
Esse mês, uma decisão do STJ condenou um pai a pagar R$ 30.000,00 de indenização por não dar "afeto" ao filho.

O caso é sobre um rapaz o interior paulista que fundamnetou seu pedido com o argumento de que o descaso e o repúdio do pai resultaram num problema congênito, uma deformidade na orelha.

Em primeira instância, a Justiça condenou a ação improcedente. A tese era de que o pai foi condenado a reconhecer a paternidade e a pagar alimentos, mas não poderia ser forçado a dar o amor que não sentia e que não há nenhuma obrigação legal.


A decisão, que reformou a sentença de primeiro grau, foi da 4ª Câmara de Direito Privado, que destacou que o pai não foi solidário com o drama do filho, se limitou a cumprir a sentença de alimentos e nada fez para superar a má-formação na orelha do rapaz.


“Aos pais incumbe o dever de sustento, guarda e educação dos filhos (artigo 22, da lei 8.069/90). A educação abrange não somente a escolaridade, mas também a convivência familiar, o afeto, amor, carinho, ir ao parque, jogar futebol, brincar, passear, visitar, estabelecer paradigmas, criar condições para que a presença do pai ajude no desenvolvimento da criança”1, Mário Romano Maggioni.


Sobre essa fundamentação, um outro magistrado do RS, reconheceu o direito de indenização à filha abandonada afetivamente pelo pai. O preço do abandono: 200 salários mínimos.


Se a moda pega...
Vai ser uma zona só.
E mais uma vez, banalização de um assunto que é sim sério. Mas inerente a vontade do ser humano.
Tipo, uma vingança, como se o fato de pagar uma grana dessas fosse fazer o indivíduo a ter sentimentos pelo filho.
Vai haver sim um, o de raiva, mais repúdio ainda. Fora os "elogios" de praxe que esse filho e a mãe dele irão receber...
As pessoas no meu ponto de vista têm a péssima idéia de que se o cara é pai, tem que amar.
Como um homem vai amar um filho fruto de uma baladinha, cujo nome da mãe da criança ele nem se lembra?
Tá cheio de casos assim por aí, ou filhos fora do casamento, ou de relacionamentos casuais, a famosa saudade de uma vez por mês.
Aprendemos a amar o cachorro que ganhamos da vizinha, não a um filho. Esse amamos desde a concepção.


Questão de caráter, índole? Acho que não.
 É pessoal e intransferível...


Até a próxima....

Publicado por AG originalmente em http://merendinhahipocrita.megabyet.net/

quinta-feira, janeiro 21, 2010

E acendem-se os holofotes da hipocrisia social...

Que a humanidade é hipócrita, todo mundo ta careca de saber.

Mas há situações que me deixam estarrecida.
Falo isso porque hoje ao chegar ao trabalho, como de costume liguei meu computador, peguei o café feito pela Dona Ruth e abri a página da rede executiva do Tribunal de Justiça.
Sempre há clippings com noticias ligadas e não ao ambiente forense.
E um me chamou atenção logo de cara:


“Muitas famílias brasileiras demonstram interesse em adotar crianças haitianas que ficaram órfãs devido ao terremoto que devastou o país na última terça-feira (12). Desde então, o Consulado do Haiti em São Paulo já recebeu cerca de 40 pedidos.”

Escancarei logo de cara, façam-me o favor. Como são hipócritas!!!
Quarenta pedidos de adoção para crianças haitianas, mas e as crianças brasileiras que estão aí esperando por um lar?
Onde ficam? Nos orfanatos e abrigos até completarem maior idade?

Queridas pessoas, não que as do Haiti não estejam em situação difícil e precisando de ajuda, mas quanta hipocrisia... Desculpem-me.
Mesmo com a facilidade que há agora pra se adotar uma criança, como o cadastro nacional de adoção, que já conseguiu registrar 4.106 pretendentes. Aparecem 40 pessoas com vocação pra Madonna e Angelina Jolie?


Ahh me poupem!!!

 “Para o juiz Reinaldo Cintra Torres de Carvalho, da Coordenadoria da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, a atitude dos brasileiros é humana e louvável, porém, irresponsável. De acordo com ele, adoção não é uma prática romântica, precisa ser muito bem elaborada para que dê certo”.
Humana e louvável? Humpf....


Repito o trecho de A menina que roubava livros:


“OS SERES HUMANOS ME ASSOMBRAM!”

Não tem ninguém em casa...



Não tenho nada para falar hoje. Não encontro as palavras, nem desconfio por onde as perdi. Por isso deixo aqui algumas, encontradas num texto de Bukowski, que dizem tudo o que eu não saberia, seja por falta de talento ou por pura preguiça mesmo....



"Não estou numa competição. Nunca quis fama ou dinheiro. Quis escrever do jeito que queria, só isso. E tive que escrever ou ser tomado por algo pior que a morte. Palavras não como preciosidades, mas como necessidades. No entanto, quando começo a duvidar da minha capacidade de trabalhar a palavra, simplesmente leio outro escritor e então sei que não tenho com o que me preocupar. Minha competição é só comigo mesmo: fazer direito, com poder, força, deleite e risco. Se não, esqueça."

domingo, janeiro 17, 2010




"Quando a insônia aparece, e´ melhor aproveitar."



Minha cabecinha pensante estava repleta de teias de aranha.
E como pra mim, escrever é estado de espírito...cá estou!
Às 4:09 da madruga, com os pensamentos a mil.

Mas que hora pra fazer uma limpeza, não?
Mais tarde estarei de volta, pondo pra fora tudo e mais um pouco...

Cair e levantar

Se tem uma coisa que eu tenho certeza é de que a vida é feita de decisões. As pessoas que prosperam que tem uma vida mais feliz, que se tornam mais fortes, são aquelas que compreendem que tomar decisões não é algo fácil, mas nem por isso deixam de tomá-las, de agir. Nós somos confrontados com pequenas situações que requerem uma decisão o tempo inteiro, e por mais que queiramos, às vezes, nos refugiar de tudo e nos esconder, o mundo continua girando lá fora da sua janela. O tempo passa, as pessoas passam, a vida passa, e você passa por ela como um espectro, sem tocar em nada e sem ser tocado por nada. E eu não consigo pensar em coisa mais triste que essa.

Eu acredito que você pode ter tudo aquilo que você pode ter. E pode perder, também, na mesma medida, tudo aquilo que você pode perder. Não existe nada que não possa ser perdido, e não existe nada que não possa ser alcançado. Tudo depende da forma como você toma suas decisões. É óbvio que, pra ter o que você quer ter, fazer o que você quer fazer e ser quem você quer ser é preciso lutar. A realidade é que a vida só é fácil pra um punhado pequeno de pessoas, e por mais privilegiado que você seja, ou por mais problemas que você tenha, boa parte das outras pessoas do planeta vão ter problemas semelhantes, não maiores, nem menores, iguais.

Lutar pelo que você quer pelo que você ama, quer dizer justamente que você precisa batalhar, confrontar os problemas, sangrar, se machucar e as vezes até machucar alguma outra pessoa pra conseguir. Faz parte. Nós aprendemos uma lição muito importante desde pequeno e que boa parte das pessoas acabam ignorando, o ato de levantar. Cair, e levantar. Cair, e levantar. Sempre que as coisas ruins interferirem no seu trajeto e te derrubarem, não importa quais sejam, você tem o direito de se levantar. Você também tem o direito de, em algumas partes da sua vida, cair, chorar, e achar que tudo está perdido – mas você tem que saber que a hora que quiser pode se levantar. Que só depende de você.

O mundo não é um lugar bacana, ele não passa a mão na sua cabeça e diz que tudo vai ficar bem, quem precisa ter forças pra seguir a diante, brigar pra alcançar seus objetivos, e ser feliz, é você. E não importa o quanto as pessoas ao seu redor te amem, e o quanto você seja especial para elas, tudo o que elas podem fazer é te mostrar o caminho que acham mais bacanas, mas é você que deve escolher percorrê-lo ou não. E saber as conseqüências de ter tomado essa decisão. Saber o que você perde, e o que você ganha.

O único dever que você tem é de se esforçar ao máximo para tomar as decisões certas. As decisões que vão te fazer feliz, e não as mais fáceis e cômodas. É só isso que a vida, e as pessoas ao seu redor, esperam (e cobram) que faça. No mais, não importa muito, mas as coisas tendem a ficar razoavelmente bem no final. De um jeito ou de outro.

sexta-feira, janeiro 08, 2010

What a Difference a Day Made



A vida tá seguindo
Com a ausência da pessoa quem se ama
Com a presença de alguém quem talvez seja amado
Perdas que serão pra sempre
E o que de novo surge, traz a esperança de um sorriso
Sorriso ???
É sim, um sorriso. A expressão mais clara da felicidade de alguém mais especificamente da minha felicidade
Uma felicidade que busco, que tenho buscado, que tenho tentado chegar perto.
Em meio a uma trizteza que não se tem como mensurar.
Em meio a um vazio, buscar a felicidade é o que me move.
Perguntada sobre o que tenho planejado pra minha, vida respondi apenas que nos últimos 9 meses não pude parar e programar algo pra minha vida, fora os assuntos profissionais.
Sim, esses assuntos profissionais é que me preenchem o tempo são eles que tem conseguido distrair minha cabeça, a vontade de ir além...E sei que sou capaz e vou conseguir.
Talvez não tenha me focado tanto, deixando a mente dispersa por assuntos menos relevantes...aff
Minha cabecinha pensante rs
Cabeça confusa, agitada, que quer um pouco de descanso.
Cabeça que não consegue fugir da razão, que não dá margem a emoção, que quer explodir!
Emoção???
Tantas e tantas imensuráveis.
Estou tentando, juro que estou tentando acertar naquilo que tanto, tanto errei.
Dessa vez será diferente...
Promessa !
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