segunda-feira, setembro 20, 2010

A medida do ano...

Você sabe a  medida de um ano?

A resposta mais óbvia para essa pergunta é “365 dias”. Esquece-se então, que não são realmente 365 dias, mas 365,2 dias... “vígula dois”. Menos preciso do que se espera... 

Alguém mais cético pode ir além, são 52 semanas “vírgula um”, ou 8.765 “vírgula oito” horas, e também 525.948, 7 minutos e, finalmente um número preciso, 31.556.926 segundos.

Mas eu duvido que quando se passou um ano da sua vida você realmente olha para trás e diz “Hummm, lá se foram 12 meses de existência”, ou qualquer medida temporal que seja. Existem várias medidas de um ano, e nenhuma delas tem a ver com o tempo que se leva para percorrê-lo, mesmo porque, o tempo por si próprio é algo subjetivo – algumas pessoas começam a contar seus anos bem antes ou depois do dia primeiro de janeiro, seja por conta de uma religião, uma data pessoa significativa ou marcante, e por ai vai. Isso quando algumas pessoas não sentem que o tempo demora mais ou menos para passar.

Você pode medir seu ano pela sua renda, como os americanos, povo estranho, costuma fazer. Se você ganha 40 mil por ano, ou 50 mil por ano, ou consegue cobrir ou não a hipoteca da sua casa com o seu salário semanal. Os pessimistas contam seus anos pelo número problemas do seu ano, três ofertas de emprego perdidas, um corte de cabelo mal feito e duas ex-namoradas grávidas. Os otimistas contam do jeito contrário, uma quina na loteria, cinco visitas inesperadas de amigos desaparecidos e um beijo roubado.

Algumas pessoas contam seu ano pelo número de mortes de amigos e parentes, outras, pelo número de nascimentos. Os românticos podem contar o seu número de corações partidos e poemas rasgados, os garanhões, o número de corações que partiram e telefones que conseguiram. Se você é azarado, pode contar o número de acidentes, se você tem problemas mentais, pode contar pelo número de vezes que adoeceu. A temporada da sua série favorita, ou quantas séries conseguiu acompanhar, quantos filmes assistiu ou quantas peças de teatro visitou. Até ópera, pra alguns, vale de referência.

Rockeiros e moderninhos podem contar pelo número de shows que foram, os “fãs” de música eletrônica, pelo número de raves, e os góticos, pelas noitadas no cemitério, vai saber. Se você é um bandido, talvez conte pelo número de roubos que você conseguiu executar, ou então, pelo número de vezes que foi preso.



Ultimamente tenho contado o ano pelo número de pessoas que tenho encontrado pelo caminho. Umas valem por meses, outras nem tanto rs...
Tem umas que eu deleto do calendário, sabe quando vc esquece que dia é hoje? Então, mais ou menos assim.
Coisa de louco? 
Não...coisa de quem não pode e nem quer mais ver os dias do ano passarem em vão!!!
A medida de um ano é diferente para cada pessoa, esse método que ando usando é a medida do Rei – “se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi”. É uma medida maneira.

Qual a sua medida de um ano? 

Sutilmente inspirado pelo filme-musical Rent.

terça-feira, setembro 14, 2010

Vida/tempo

"Meu lindo Tedy me mandou esse poema agora....adorei...

"Quem tem olhos pra ver o tempo?
Soprando sulcos na pele soprando sulcos na pele
Soprando sulcos?

O tempo andou riscando meu rosto
Com uma navalha fina.
Sem raiva nem rancor
                            O tempo riscou meu rosto com calma.

Eu parei de lutar contra o tempo. Ando exercendo instante.
Acho que ganhei presença.

Acho que a vida anda passando a mão em mim. Acho que a vida anda passando.
Acho que a vida anda. Em mim a vida anda. Acho que há vida em mim. A vida em mim anda passando. Acho que a vida anda passando a mão em mim

                            Por falar em sexo quem anda me comendo
É o tempo.  Na verdade faz tempo, mas eu escondia

Porque ele me pegava à força, e por trás. 
Um dia resolvi encará-lo de frente e disse:  Tempo, se você tem que me comer  Que seja com o meu consentimento.  E me olhando nos olhos.  Acho que ganhei o tempo.  De lá pra cá ele tem sido bom comigo. Dizem que ando até remoçando"


[Viviane Mosé]

quinta-feira, setembro 02, 2010

A gente quer respirar pelo nariz

Então, ontem foi meu níver.
Acordei pensando em algumas coisas.....SIM, eu sofro de depressão pré aniversário....
Mas não pela idade que tá chegando (tá bom, tá bom....são quase 30), mas pela sensação que sempre tenho de que não fiz o bastante ao logo desse um ano, que não atingi as metas estabelecidas e bla´bla´blá.
Como faço todo dia, ao levantar liguei o rádio e fui tomar banho. Quando começou a tocar uma música do Paulinho Mosca (que aliás adoro) e se chama Tudo novo de novo.
E tem um trecho que diz: VAMOS ACORDAR, HOJE TEM UM SOL DIFERENTE NO CÉU. GARGALHANDO NO SEU CARROSSEL...GRITANDO NADA É TÃO TRISTE ASSIM!
Aí comecei a pensar nas coisas que tem acontecido nos 3 últimos anos, que pra mim são essenciais na minha vidinha....
...Quase morri, fui pro Rio...conheci pessoas que nunca achei que existissem no mundo. Ganhei uma amiga que como diz Clarice, e´semi-irmã....
Voltei pra uma cidade fria e chique rs....Conheci outra meia dúzia de gente que realmente não existe....kkkk
E que são extensão do meu corpo. Percebi que amava alguém...e amei muito. E que por  conta desse amor, achei que o ser humano era inviável...Tá certo que era pela maldita dor de cotovelo rs.....
Virei concurseira, que dorme em meio a livros e papéis, que acredita piamente que meu dia vai chegar rs....
Entre outras coisas não menos importantes....
E fui dar uma olhada no santo Orkut que não deixa ninguém sem memória rs.....
Pelo meu chef pensante preferido fui comparada a um terroir (expressão utilizada para as coisas que tem essência, identidade e personalidade), Nega Flor me disse que a estrada vai além do que se vê e outros não menos especiais me agradeceram por sempre escutar os pensamentos e compreender os sonhos alheios...


E quando fui dar uma espiadinha numa certa página de um certo fórum de concurseiros aloprados e, li um textinho muito engraçado...Pensei mais um pouco: ESSAS SIM NÃO ESTÃO NO MAPA!
Pessoas que nunca se viram (técnicamente rs), que concorrem pela mesma vaga....e que conseguem deixar isso de lado pra se ajudarem de alguma forma, dar dicas, puxar a orelha de Japoróca chorão, falar de bolo, desejar feliz niver zilhões de vezes...e ainda arrumam tempo pra paquerar....(tá certo que a homarada e´dose rs)....
Então conclui: o ser humano não é tão inviável assim!!!


E  a música acabou:
"Mas é tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Vamos mergulhar do alto onde subimos"


E saí, depois de muitos meses de frio congelante, sem blusa.....aproveitando todo aquele sol quente que gritava pra mim Feliz 29 anos......Porque é tudo novo de novo!!!!
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