sábado, maio 28, 2011

Tristezabilidade....

Está me faltando inspiração e nem sei sobre o que quero, ou preciso falar hoje, mas muitas vezes é assim, não sabemos o que queremos, ou precisamos fazer. Por causa desse não-saber, faço coisas por impulso, dia desses foi assim, coração começou a bater mais forte, e eu nem pensei, fui e fiz.  Tenho saudades de algumas coisas na minha vida, hoje mesmo, acabo de lembrar que no dia 04 de outubro de 2008, aconteceu algo muito especial. Mas as coisas passam e as pessoas se perdem. Não é isso? 
Ou as pessoas passam e as coisas se perdem. Eu queria poder planejar tudo, eu mudaria muita coisa. Hoje estamos assim, cada um no seu canto, na sua vida, mas eu sinto saudade, ainda tenho amor, não vou mentir. Mas enfim, a vida é um jogo. Amores vão. Amores vem, e assim construímos nossas queridas relações. Certo? Agora mesmo, estou meio triste, solitária, sim. Chorei um pouco, também. Mas passou. Assim é o esperado. E num próximo dia, num próximo sol, sei lá, uma hora melhora. Compreende? Tudo na vida passa, até uva passa. E a vida segue, a tristeza vai embora, e volta numa próxima em outras oportunidades.
Estar triste é diferente de viver triste. Assim como estar alegre não significa ser feliz. 

terça-feira, março 29, 2011

A beleza e a tristeza...

Uma coisa que eu tenho pensado bastante é na relação que existe entre a beleza e a tristeza. Outro dia estava pensando no quanto a melodia de Fake Plastic Trees é triste.

Sabe, um cachorrinho com a perna quebrada andando na rua é uma coisa triste.
A miséria na África e a fome são coisas tristes. A guerra é uma coisa triste. Animais matando outros da mesma espécie, uma criança chorando porque seu sorvete caiu no chão... essas são coisas tristes.
Agora, o que diabos nos leva a escutar uma música e achá-la triste? Tirei umas horas pra analisar Fake Plastic Trees, e me lembrei da primeira vez que a ouvi.
Tinha 15 anos e foi num comercial sobre a Síndrome de Down.


É uma música com começo calmo, apenas um violão base e o Thom York cantando uma melodia bem feita, alternando altos e baixos. Entra uma bateria leve, encorpando a música. E quando você pensa que tudo já voltou a ficar calmo, tudo explode em guitarras distorcidas, uma bateria pesada e a voz quase desesperada de York, provando vir do fundo se sua alma.


E de repente, não mais que de repente, do mesmo jeito que surgiu, todo o peso desaparece, fechando aqueles minutos com uma tensão única, como se fosse um medo de que tudo mude novamente.
É claro que é simplesmente impossível traduzir em palavras todos os sentimentos que uma música dessas traz.
E vocês podem até rir, mas eu sou a primeira a admitir que é impossível escutar uma música dessas no volume máximo e não terminar com os olhos no mínimo um pouco molhados.
Mas de onde nós tiramos tanta tristeza de uma musica tão linda? Pois é exatamente isso.
Nós tiramos do belo o triste.
Quando nos deparamos com a beleza de uma música, ou mesmo de um nascer do sol que seja, é como se apenas nós existíssemos naquele momento. Como se o resto do mundo desaparecesse, e apenas você soubesse apreciar toda a beleza que se revela. Você se sente completamente sozinho, e será que esse não é o mais triste dos sentimentos?
A solidão?
Na realidade, toda a tristeza que vemos no que é belo é apenas o medo da solidão.
Então será que não existe nada mais belo que a solidão?
Ou talvez isso tudo seja apenas um devaneio maluco da cabeça de uma mulher que não consegue parar de ouvir Radiohead, Placebo, Muse, Beirut, Los Hermanos...
E que, por isso mesmo, se sente extremamente sozinha...
Vai saber...!

terça-feira, março 08, 2011

A gente quer respirar pelo nariz II

Re-lendo o teste do livro, lembrei:


As pessoas são parecidas e diferentes.
A maior parte gosta de si mais que dos outros.
A maior parte quer ser escutada.
E cada uma delas é um universo de coisa próprias.
Diferentes de todas as outras.
E é muito comum, muito mesmo, que se ponham a me contar detalhes sobre suas vidas, sentimentos, histórias, pouco tempo depois de me conhecer.
Isto se passa com jovens e velhos; com motoristas e faxineiras; com homens e mulheres; com padres e putas; com ingleses e mexicanos; com gays e racistas; enfim. Sem critério.
Mesmo eu sendo assustadoramente sincera. Mesmo eu tendo fama de brava e grossa. Mesmo não sendo condescendente.
Elas me contam suas coisas. E eu dou um monte de palpites e traço um monte de alternativas. Com esta mania de achar solução, de criar mapas de rotas de escape.
E nunca comento com ninguém seus segredos, embora seja faladeira a beça. Mesmo quando detesto aquela pessoa.
Eu gosto de gente. Assim mesmo, no sentido genérico da palavra.
Tem quem goste de máquinas, de construções, de carros, de florestas, de mar.
Eu gosto de gente. De entender gente.
Por isso, acho, falam comigo assim.
Uma vez, um inglês me disse: “Ana, se você se sentar ao lado de uma cadeira, começará a conversar. E, pior, a cadeira vai responder!”.
E eu respondi: “Não, Paul, isto não poderia acontecer com uma cadeira. Mas poderia acontecer com um mudo!”
Eu gosto de gente...


Li em algum lugar certa vez:


Eu gosto de gente grande, gente larga, gente espaçosa - por dentro -gente com varanda, cobertura, pátio e vista, gente ampla, gente latifúndia - produtiva ou não -, gente crescida e crescente, gente expandida, expansiva, gente onde cabe gente dentro, gente em que a gente pode se hospedar, pode morar, deitar e rolar.


GENTE AONDE HÁ VAGAS !"

E completando:


Gosto de gente que se joga, vive e se permite.
Que ao ir embora, só leve o que temos de bom e nos ajude a findar o ruim.
Gente que chora e ri. Que ama e odeia, talvez na mesma proporção.
Que não acredite no destino, mas que o faça acontecer!

O homem a nível de carnaval



O HOMEM- ABRE ALAS

Sabe o cara que quer porque quer te convencer a expandir seus horizontes? É o Abre alas. Ele faz você se sentir uma garota careta, provinciana para conseguir o que realmente quer. Ele quer ampliar seus domínios na seara do sexo. Se no começo ele te fez mulher com carinho e ternura, hoje ele te chama de lagartixa, mas isso não é o suficiente pro Abre alas. Ele quer sempre mais e só vai ficar satisfeito no dia em que você abrir geral. Ele quer tudo. Até aí tudo bem, se você for o tipo da Garota-quero ver a mangueira entrar, mas uma vez que ele consiga o que quer, o céu é o limite, aí o buraco fica bem mais embaixo e o Homem-abre alas pode virar um Homem-he man, bombado, de cabelinho louro sambando no Bloco das piranhas.
O HOMEM-CARMEM MIRANDA

Simpático e animado, o Homem-Carmem Miranda, também conhecido por Carminha é bastante óbvio para deixar dúvidas. Não, ele não deixa nenhuma e anda pra todo lado com cortes de tecidos cintilantes, muita pluma, muito paetê e retalhos de chita coloridas. O Carminha é uma ótima companhia para Bailes em cidades pequenas, onde tudo que você quer é alguém pra rodar o salão enquanto procura um “Homem-pierrô pra te beijar e te abraçar, meu amor”. Vai uma banana aí? Ele tem. Abacaxi? Ele tem. Vatapá? Oi Caruru? Ô se tem.

O HOMEM-TIROLÊS


Apegado à mãe, o Homem-tirolês acorda no sábado de carnaval ansioso pra enfiar aquela roupinha que a mãe de 70 anos passou janeiro inteiro costurando. Você vai morrer de vergonha de sair com ele. É uma boa hora pra dar aquele tempo na relação. Deixa seu Homem-tirolês solto no carnaval que nada há de acontecer com ele e você aproveita pra quebrar tudo no Monobloco. O Homem-tirolês, além de aparecer no Monobloco de jardineira curta verde com brocados, chapeuzinho verde de Peter Pan, sapatos pretos e meias brancas até a canela, em vez de entoar o enredo oficial, chega animadíssimo gritando Iorulêi-hiiiii. Não dá pra encarar, deixa ele pagar o seu mico particular bem longe de você.

O HOMEM-TRIO ELÉTRICO


O bofe não pára um segundo. Depois de se acabar no sabadão, ele tira um cochilo de meia hora e acorda pra pegar a primeira cerveja do dia na geladeira do apê que alugou em Salvador. Lá embaixo os trios não param de passar e a galera pulando embolada. Enquanto isso, você que está estragada deitada num colchonete, com um ventilador apontado pra sua pessoa, leva a primeira cutucada do dia. Nem pense em tentar convencê-lo de que está cansada e precisa repor as forças. O Homem-Trio elétrico é assim ligado e gosta de variar nas modalidades. Nada de uma ou duas, tem que ser no mínimo três. Só não vai quem já morreu. Olha o Olodum aí gente!

O HOMEM-CAMAROTE


Muito fino, o Homem-Camarote. Ele te leva pra Sapucaí, ele tem credencial, para o carro lá dentro, tem camarote com mordomia, ta pensando o quê? É amigo do presidente da Liga das Escolas de Samba e arruma uma bocada pra sair com você à tiracolo com camiseta de “Apoio” em todas as escolas do primeiro grupo. Você se esbalda, volta pro aconchego do seu camarote, onde é recebida com um bom ar-condicionado, repõe as forças comendo frutas tropicais, blanquete de peru, recebe uma massagem do Homem-camarote e espera pela próxima escola passar. O Camarote é mordomia total, barba, cabelo e bigode. E o melhor, depois tem desfile das campeãs, mas cuidado com as rainhas de bateria.

O HOMEM-VOU PRA SERRA


Tipo bastante comum, principalmente se não conseguir se livrar da namorada antes do carnaval, ele te convence a passar o carnaval bem longe da folia, porque acha um verdadeiro saco toda aquela agitação. Na verdade temos dois tipos de Homem-vou pra serra. Os verdadeiros e os piratas. Os verdadeiros são geralmente cinéfilos, intelectuais, pensadores, ex-hippies e afins. Esses são os originais de fábrica e querem mesmo se ver livres da festa da carne. Além de não participar da folia, ele te proíbe de ligar a televisão porque só se vê a Globeleza e a Sapucaí. Até aí tudo bem se ele te compensasse pelo marasmo de um carnaval em uma choupana no meio do mato, mas nem te comer ele come direito. É uma na chegada e outra na quarta-feira de cinzas, de ladinho, na hora que acorda, meio sonado, e olhe lá.


Já o Homem-vou pra serra de araque é aquele que se deu por vencido, não conseguiu se livrar do namoro e revoltado resolve aliviar sua dor se mantendo afastado das tentações. Pelo menos o pirata te come direito, mas não se engane, enquanto você dorme, ele assiste todos os bailes da madrugada e chora de nostalgia quando vê o velho e bom He-man curtindo a vida adoidado.






quinta-feira, fevereiro 17, 2011

Diálogo V

_ Você some. Não responde emails, não liga, não responde SMS, marca encontro e não dá as caras. Depois volta e se comporta como se a gente tivesse se falado ontem...
_ Eu sei, me perdoa. É que eu sou assim, algo me puxa de um outro lado, algo acontece e eu vou, alguém me chama e eu aceito... Não é por mal, não é que eu não dê importância... Simplesmente acontece...
_ Mas custa avisar? De alguma forma?
_ Não, eu sei que não... Mas eu sempre quero fazer isto de uma maneira especial, não quero só mandar ume mensagem dizendo “não vou”... Quero pedir desculpas, dizer porquê e nem sempre dá...
_ Como assim não dá? Sempre dá...
_ Como é que eu posso, por exemplo, ligar e dizer que resolvi sair com aquele cara que prometi, dias antes, riscar do mapa? Como dizer que não fui por que fiquei com preguiça de me arrumar? Ou de pegar um táxi? Ou que me distrai lendo ou escrevendo algo e ficou tarde?
_ Mas estas são as suas razões pra não ir?!
_ Eventualmente...
_ Não acredito... Você tem idéia como isto soa egoísta? Deixar alguém esperando por estes motivos? Sem sequer dar uma explicação... Ficou pior, porque, agora, acho que você não dá a mínima pra mim...
_ Isto não é verdade, eu adoro você.
_ Maneira interessante de gostar de alguém esta sua...Você é uma idiota.
_ Nunca a gente ama como o outro quer...
_ ???
_ Nunca é como deveria ser. Cada um ama de um jeito e nunca é de um jeito que o outro entenda...
_ Não distorce, a gente ‘tava falando do fato de você sumir sem aviso...

_ Mas é isto. Eu sou assim. Sou mais assim ainda com os mais próximos. Acho seguro furar com você... Porque sempre acho que você vai entender que isto não tem nada a ver com o que sinto...
_ Que bom....Você fura comigo porque gosta mais de mim...não compro esta...
_ Então, me desculpe mesmo sem comprar...
_ Você promete avisar na próxima?
_ Prometo tentar....

quinta-feira, dezembro 30, 2010

Desculpe, mas ás vezes eu morro!

Se tem uma coisa que você deve saber sobre mim é que eu vivo morrendo. É verdade, eu juro!
Não conheço mais nenhuma pessoa que morra com tanta frequência quanto eu, o que já transforma o fato em uma observação extremamente plausível.

Eu, por exemplo, já morri de gripe - umas trinta e cinco vezes. Já morri atropelada pelo menos umas duas. Já morri de medo, aliás, essa causa mortiis deve ser a mais comum nos meus diversos obituários. Já morri também de dor de estômago: toda vez que fico ligeiramente estressada isso acontece, não tem como evitar, eu morro!
A morte, pra mim, é algo normal. Eu vivo morrendo de saudade dos meus amigos, dos meus familiares, e das pessoas que algumas vezes me fazem morrer de felicidade – embora vezes muito mais raras do que as que eu morro de tristeza. Eu vivo morrendo de rir com qualquer coisa idiota suspeitamente engraçada que surja no meu dia, morrendo de dor de cabeça com os problemas que eu procuro pra mim mesma – só pra dizer que eu sou normal.
Morro sempre de preguiça, morro de tédio, morro de tanto bocejar. Vivo morrendo de dores musculares quando tento fazer qualquer tipo de esporte e morro de vontade de fazer uma série de coisas que eu ainda não posso. Morro de nojo de insetos e vivo morrendo de nojo de algumas comidas, embora as pessoas digam que essa frescura toda um dia vai me matar. Não consigo evitar, morro mas não como essas coisas bizarras.
Aliás, bizarro é o fato de eu morrer de ódio por algumas pessoas e ao mesmo tempo, morrer de amores por outras.
Vivo morrendo de amor, agora mesmo, morri! Eu morro porque amo, e morro porque odeio, e morro de tudo quanto é jeito. Meus sentimentos vivem me matando.
Só não entendo porque as pessoas tem tanto medo de morrer, sou aqui a prova viva de que morrer, boa parte do tempo, pode ser bom. Dificil mesmo é viver de outro jeito.

terça-feira, outubro 05, 2010

Porque odeio os dias da semana......

Eu não consigo entender o porquê das pessoas comemorarem tanto a proximidade do fim de semana.


Na boa...

Qual a diferença entre sexta-feira e terça? Porque a quinta é melhor que segunda? Tudo bem, eu consigo aceitar que talvez sábado e domingo sejam dias menos odiosos do que todos os outros, mas mesmo assim!Eu odeio todos os dias da semana, sem exceção, e talvez isso aconteça porque eu sou uma pessoa ansiosa, rabugenta mas muito bem humorada, mas mesmo assim, vou justificar.


Então:


Terça-Feira – é o terceiro dia da semana, por isso chama “terça”, e não o segundo, como a maioria das pessoas gostam de acreditar e nada irrita mais do que alguém te dar tapinhas nas costas e dizer “relaxa, a semana só está começando!”. É um péssimo dia porque fica entre a segunda e a quarta, que são os piores dias da semana claramente. Então quando você chega na terça feira, tem todo o mal humor acumulado da segunda e todo o estresse de ter que lidar com todos os problemas da quarta.

Quarta-Feira – também conhecido como o dia dos problemas, é na quarta feira que as pessoas obrigam você a ser infeliz até o último minuto das 24 horas do dia. As maiorias das horas extras são feitas nas quartas feiras, e os professores da faculdade sempre parecem querer postergar o máximo possível as aulas enfadonhas para não voltarem à suas vidas tediosas antes do tempo estritamente necessário para que eles acumulem sono suficiente para dormir.

Quinta-Feira – nas quintas feiras, normalmente, você já está tão cansado que vai chegar atrasado no trabalho e levar bronca. É provavelmente o dia em que se está mais exausto na semana, o dia que se está mais de saco-cheio de tudo e rezando pra que chegue logo o fim de semana pra que você possa fazer qualquer outra coisa enfadonha. É o dia das cobranças chatas.

Sexta-Feira – é um dia tão bom, tão bom, que é terrível. Você passa o dia inteiro tão ansioso pra que ele acabe logo que fica de saco cheio em 30 minutos e não quer produzir mais nada, só ficar moscando e esperando o tempo passar. Então você lembra que tem que estudar, e de duas uma – ou fica puto, ou chega em casa e se pendura no msn, e fica puto quando chega a sua DP no fim do semestre. As melhores horas da sexta-feira são do sábado, que é quando acabam seus afazeres diários e você pode tomar uma cervejinha... Mas aí já é meia noite e todo mundo sabe que meia-noite é outro dia.


Sábado – o último dia da semana nunca é como você imaginou que seja. Torce tanto pra chegar logo sábado e esquece que é nesse dia que você tem que fazer tudo o que não teve tempo de fazer ao longo da semana: ir no barbeiro/cabeleireiro, fazer as compras da semana, ir ao curso de inglês ou whatever, e o dia acaba sendo mais movimentado do que todos os outros dias da semana, você chega exausto e tudo o que você quer é dormir – mas não, é sábado, então você sai de casa forçado, enche a cara e então...


Domingo – Ressaca! Domingo é o dia da ressaca. Sua cabeça dói tanto que você preferia não ter nem acordado. Pior, você acordou às 3 horas da tarde! Ou seja, já perdeu 15 horas do seu dia de 24. Mais da metade! Mas é domingo, você tem o dia livre... certo?
Errado. Sua mãe vai querer que você almoce com ela, provavelmente vai ter alguma festinha de família, comemoração de feriado, reunião de amigos ou qualquer coisa que impeça você de perder todo o seu tempo com você mesmo. Além disso, você vai passar o dia inteiro torcendo para que ele não acabe, porque o dia seguinte é segunda-feira. E tchanan, ele vai passar infinitamente mais rápido por isso, vai acabar, e vai ser segunda feira antes que você perceba... Pior, vão ser 2hs da manhã de segunda feira sem que você perceba, o que te rouba 2 horas de sono e resulta em:

Segunda-Feira: sono, mau humor e uma vontade terrível de morrer. São os sintomas da segunda. Acompanhado sempre por um sentimento de que “puta que pariu, vai começar tudo de novo!”, e você já sofre pela semana inteira que está por vir com antecedência, o que faz do resto dela uma porcaria por igual.


Vai entender.

segunda-feira, setembro 20, 2010

A medida do ano...

Você sabe a  medida de um ano?

A resposta mais óbvia para essa pergunta é “365 dias”. Esquece-se então, que não são realmente 365 dias, mas 365,2 dias... “vígula dois”. Menos preciso do que se espera... 

Alguém mais cético pode ir além, são 52 semanas “vírgula um”, ou 8.765 “vírgula oito” horas, e também 525.948, 7 minutos e, finalmente um número preciso, 31.556.926 segundos.

Mas eu duvido que quando se passou um ano da sua vida você realmente olha para trás e diz “Hummm, lá se foram 12 meses de existência”, ou qualquer medida temporal que seja. Existem várias medidas de um ano, e nenhuma delas tem a ver com o tempo que se leva para percorrê-lo, mesmo porque, o tempo por si próprio é algo subjetivo – algumas pessoas começam a contar seus anos bem antes ou depois do dia primeiro de janeiro, seja por conta de uma religião, uma data pessoa significativa ou marcante, e por ai vai. Isso quando algumas pessoas não sentem que o tempo demora mais ou menos para passar.

Você pode medir seu ano pela sua renda, como os americanos, povo estranho, costuma fazer. Se você ganha 40 mil por ano, ou 50 mil por ano, ou consegue cobrir ou não a hipoteca da sua casa com o seu salário semanal. Os pessimistas contam seus anos pelo número problemas do seu ano, três ofertas de emprego perdidas, um corte de cabelo mal feito e duas ex-namoradas grávidas. Os otimistas contam do jeito contrário, uma quina na loteria, cinco visitas inesperadas de amigos desaparecidos e um beijo roubado.

Algumas pessoas contam seu ano pelo número de mortes de amigos e parentes, outras, pelo número de nascimentos. Os românticos podem contar o seu número de corações partidos e poemas rasgados, os garanhões, o número de corações que partiram e telefones que conseguiram. Se você é azarado, pode contar o número de acidentes, se você tem problemas mentais, pode contar pelo número de vezes que adoeceu. A temporada da sua série favorita, ou quantas séries conseguiu acompanhar, quantos filmes assistiu ou quantas peças de teatro visitou. Até ópera, pra alguns, vale de referência.

Rockeiros e moderninhos podem contar pelo número de shows que foram, os “fãs” de música eletrônica, pelo número de raves, e os góticos, pelas noitadas no cemitério, vai saber. Se você é um bandido, talvez conte pelo número de roubos que você conseguiu executar, ou então, pelo número de vezes que foi preso.



Ultimamente tenho contado o ano pelo número de pessoas que tenho encontrado pelo caminho. Umas valem por meses, outras nem tanto rs...
Tem umas que eu deleto do calendário, sabe quando vc esquece que dia é hoje? Então, mais ou menos assim.
Coisa de louco? 
Não...coisa de quem não pode e nem quer mais ver os dias do ano passarem em vão!!!
A medida de um ano é diferente para cada pessoa, esse método que ando usando é a medida do Rei – “se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi”. É uma medida maneira.

Qual a sua medida de um ano? 

Sutilmente inspirado pelo filme-musical Rent.

terça-feira, setembro 14, 2010

Vida/tempo

"Meu lindo Tedy me mandou esse poema agora....adorei...

"Quem tem olhos pra ver o tempo?
Soprando sulcos na pele soprando sulcos na pele
Soprando sulcos?

O tempo andou riscando meu rosto
Com uma navalha fina.
Sem raiva nem rancor
                            O tempo riscou meu rosto com calma.

Eu parei de lutar contra o tempo. Ando exercendo instante.
Acho que ganhei presença.

Acho que a vida anda passando a mão em mim. Acho que a vida anda passando.
Acho que a vida anda. Em mim a vida anda. Acho que há vida em mim. A vida em mim anda passando. Acho que a vida anda passando a mão em mim

                            Por falar em sexo quem anda me comendo
É o tempo.  Na verdade faz tempo, mas eu escondia

Porque ele me pegava à força, e por trás. 
Um dia resolvi encará-lo de frente e disse:  Tempo, se você tem que me comer  Que seja com o meu consentimento.  E me olhando nos olhos.  Acho que ganhei o tempo.  De lá pra cá ele tem sido bom comigo. Dizem que ando até remoçando"


[Viviane Mosé]

quinta-feira, setembro 02, 2010

A gente quer respirar pelo nariz

Então, ontem foi meu níver.
Acordei pensando em algumas coisas.....SIM, eu sofro de depressão pré aniversário....
Mas não pela idade que tá chegando (tá bom, tá bom....são quase 30), mas pela sensação que sempre tenho de que não fiz o bastante ao logo desse um ano, que não atingi as metas estabelecidas e bla´bla´blá.
Como faço todo dia, ao levantar liguei o rádio e fui tomar banho. Quando começou a tocar uma música do Paulinho Mosca (que aliás adoro) e se chama Tudo novo de novo.
E tem um trecho que diz: VAMOS ACORDAR, HOJE TEM UM SOL DIFERENTE NO CÉU. GARGALHANDO NO SEU CARROSSEL...GRITANDO NADA É TÃO TRISTE ASSIM!
Aí comecei a pensar nas coisas que tem acontecido nos 3 últimos anos, que pra mim são essenciais na minha vidinha....
...Quase morri, fui pro Rio...conheci pessoas que nunca achei que existissem no mundo. Ganhei uma amiga que como diz Clarice, e´semi-irmã....
Voltei pra uma cidade fria e chique rs....Conheci outra meia dúzia de gente que realmente não existe....kkkk
E que são extensão do meu corpo. Percebi que amava alguém...e amei muito. E que por  conta desse amor, achei que o ser humano era inviável...Tá certo que era pela maldita dor de cotovelo rs.....
Virei concurseira, que dorme em meio a livros e papéis, que acredita piamente que meu dia vai chegar rs....
Entre outras coisas não menos importantes....
E fui dar uma olhada no santo Orkut que não deixa ninguém sem memória rs.....
Pelo meu chef pensante preferido fui comparada a um terroir (expressão utilizada para as coisas que tem essência, identidade e personalidade), Nega Flor me disse que a estrada vai além do que se vê e outros não menos especiais me agradeceram por sempre escutar os pensamentos e compreender os sonhos alheios...


E quando fui dar uma espiadinha numa certa página de um certo fórum de concurseiros aloprados e, li um textinho muito engraçado...Pensei mais um pouco: ESSAS SIM NÃO ESTÃO NO MAPA!
Pessoas que nunca se viram (técnicamente rs), que concorrem pela mesma vaga....e que conseguem deixar isso de lado pra se ajudarem de alguma forma, dar dicas, puxar a orelha de Japoróca chorão, falar de bolo, desejar feliz niver zilhões de vezes...e ainda arrumam tempo pra paquerar....(tá certo que a homarada e´dose rs)....
Então conclui: o ser humano não é tão inviável assim!!!


E  a música acabou:
"Mas é tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Vamos mergulhar do alto onde subimos"


E saí, depois de muitos meses de frio congelante, sem blusa.....aproveitando todo aquele sol quente que gritava pra mim Feliz 29 anos......Porque é tudo novo de novo!!!!

terça-feira, agosto 31, 2010

Cinderela que passa da meia - noite, Branca de Neve que toma Prozac...

Um livro no qual Cinderela se rebela, vira vegetariana, sai do baile só de madrugada e larga o príncipe encantado, e em que sua amiga Branca de Neve usa Prozac para combater a depressão, se tornou um dos maiores sucessos de venda das últimas semanas na Espanha.

A obra La Cenicienta que no Queria Comer Perdices ("A Cinderela que não queria comer perdizes", em uma alusão ao tradicional final de contos em espanhol, que acabam com a frase "foram felizes e comeram perdizes") vendeu mais de 50 mil exemplares no país nas seis primeiras semanas após seu lançamento. 

A Cinderela espanhola do século 21 percebe que era uma mulher maltratada pela madrasta e suas irmãs, abandonada pelo pai, forçada a estar magra para caber em roupas de tamanho 38 e que o príncipe, depois que se tornou seu marido, era um mandão e eterno insatisfeito.No livro, a renovada Gata Borralheira ainda se reencontra com suas amigas princesas que também estão em nova fase e com outros personagens de contos clássicos que decidem mudar de vida.A Bela Adormecida explica como acordou sozinha, Branca de Neve sai da depressão, deixa o Prozac (remédio ansiolítico) e resolve se bronzear até ficar morena."(O livro) é dedicado a todas as mulheres valentes que querem mudar de vida", explicam as autoras.

Aqui está o livro na internet: 

Can you meet me halfway?


.
.
"Às vezes, pequenos grandes terremotos
ocorrem do lado esquerdo do meu peito."

Acho que preciso das palavras de Clarice...Só elas pra explicar!!!

sexta-feira, agosto 27, 2010

Diálogo IV

_ Eu volto sempre, você sabe...
_ Eu sei, mas saber não faz passar a dor que sinto antecipando a dor que sei que vou sentir.
_ Então...Você antecipa, fica triste agora, e desperdiça o nosso tempo de alegria. De estarmos juntos. Eu estou ainda aqui e você parece desconsiderar isto.
_ Não! Claro que não, mas como posso simplesmente deixar de pensar que daqui a pouco você vai subir aquela escada e sumir no saguão...E eu nem sei até quando direito. Não sei quando nos veremos de novo...Como posso ignorar isso?
_ Eu não disse para você ignorar...Só queria que você tentasse pensar que não precisa ser assim sofrido. Que você pode pensar no que a gente vive, no meu amor, nas nossas músicas, naquilo que temos juntos, estas coisas. E me esperar.
_ E se você nunca voltar? Se for hoje a última vez que nos vemos? Se tudo se perder? Se você me esquecer?
_ Para de dizer bobagens...Você esta exagerando, agindo daquele jeito binário como você adora fazer quando sabe que não tem razão...Escute...A mim, e a você.
_ Eu sei...Você tem razão...Em parte...
_ Em parte?
_ Sim...Não tem razão quando tenta simplesmente não passar pela dor. Quando nega a dor. Acho que a dor tem sua função...Que as vezes só sentindo a gente consegue fazer passar, entende? Só chorando e se descabelando...Eu preciso disto...
_ Você precisa de tragédia. É muito teatral. Devia chorar no espelho fazendo caras e bocas quando criança...
_ Não ria de mim, eu estou triste...
_ E eu também...Mas fico rindo pra ver se faço você rir e chorar ao mesmo tempo...como agora...
_ Me escreve? Me manda um monte de mensagens? Deixa aqueles recados enormes na minha caixa postal? Pra eu ficar lendo-relendo ouvindo-reouvindo mil vezes? Promete?

_ Acho que não existe “reouvindo”...
_ Para!... Promete?
_ Prometo, meu amor, prometo...Para de chorar e me dá um beijo...
_ Adoro beijos...
_ Eu sei...E mordidas, tapas, abraços e carinhos compridos nas costas...
_ Isso...
_ Não chora...não ri...Vem cá...Preciso ir...
_ Está bem, vai.

_ Eu te amo.
_ Eu te amo. Vai.

quarta-feira, julho 21, 2010

A paixão se suicida, se a razão se intromete

O verdadeiro amor é muito mais raro do que se imagina.
Mas é cego, como se diz.
Ou melhor, tem visão periférica cega.
O amor verdadeiro encherga tudo que importa, mas não vê nada além.
Assim é. Assim deve ser.
Entrar na caverna do desconhecido ou atirar-se ao precípicio.
So vale a pena se for assim.
Amor é paixão inconsequente e irracional.
Sem cálculo, sem análise de risco.
Ninguém sabe o futuro, mas os amantes não precisam de futuro.
Eles têm a eternidade e o infinito.

terça-feira, julho 06, 2010

Diálogo III


_Olha, você vai sofrer muito…Este tipo de relacionamento nunca dá certo.
_ E eu não sei? Você acha que eu não sei?
_ Sim, você sabe...Você costuma ser tão prática, tão sensata...
_ Isto não vale nada. Nada vale, quando você se apaixona.
_ Eu sei que você está apaixonada, acredito. Mas esta história...
_ Parece filme?
_ Sim...Filme, livro, novela mexicana, tragédia grega, sei lá...Algo que não acontece de verdade.
_ Pois é...Minha vida é mesmo meio assim, ficção. Coisas estranhas acontecem comigo...Esqueceu que sou meio Clarice??
_ E você ainda ri?
_ Não estou rindo, estou sorrindo. Não posso perder o humor...Tudo menos isto.
_ Verdade...Como você mesma diz, o seu não é um rosto bom pra tragédia, você fica bem melhor sorrindo...
_ Quer saber? E se der certo? E se eu for feliz? E se tudo for bem mais fácil de acontecer do que parece?
_Desculpe, mas este tipo de pensamento é fuga...Você tá querendo se enganar...
_ Provável...Mas deixa eu me enganar, deixa eu me iludir...E daí?
_ Sei lá...Só que o tombo é maior se vc agir assim...
_ Olha, eu estou feliz, estou curtindo...E, se vou sofrer de qualquer jeito, melhor aproveitar o lado bom...
_ É uma idéia...
_ É a minha única idéia... Agora não consigo parar, nem querendo...E eu não quero.
_ Ta bom, meu ombro tá sempre aqui, ok?
_ Eu sei, querida, eu sei...

sexta-feira, junho 25, 2010

Diálogo II

Se pudesse, voltava...
_ Pra dizer "não"?
_ De jeito nenhum, pra beijá-lo de novo...
_ ...?
_ Eu queria reviver o momento exato, onde caí na história dele. Recuperar o que senti.
_ E sofrer tudo de novo depois?
_ Se esse fosse o preço...
_ Não entendo.
_ Eu adorava estar com ele. Adorava o amor, a paixão, até a minha insegurança. Adorava tudo.
_ Mas, e depois?
_ Melhor sofrer por ter vivido
_ Que coisa besta você tá dizendo. EU, se fosse possível, se soubesse antes, NUNCA me apaixonaria pra sofrer depois.
_ Isto não existe. Sofrer faz parte.
_ Claro que não. As coisas podem ir se acabando, deteriorando devagar, até que nada resta. Não é sempre que há este sofrimento, esta dor.
_ Mas não dói também quando tudo acaba por "decurso de prazo"?
_ Nem se compara...Muito mais fácil seguir.
_ Eu tenho pena...
_ Ah, eu também. Mas passa logo...

sexta-feira, maio 21, 2010

Diálogo I

_ Oi…
_ Oi…Seu rosto está gelado.
_ É que está ventando frio e vim andando.
_ Você veio andando até aqui?
_ Vim...
_ Mas porque? Devia ter pego um táxi...Está muito frio e é longe.
_ Eu chamei o táxi. Mas não tive paciência de esperar. Não pude esperar, quando vi, estava andando, quase correndo pra cá.
_ Porque?
_ Pergunta retórica?
_ Não. Quero que você diga. Quero ouvir.
_ Ok. Vim correndo pela rua gelada, machucando os pés no sapato de salto, atravessando ruas sem olhar, desviando dos pedestres. Vim alucinada, correndo, voando. Porque nada no mundo era mais urgente do que chegar até você. Entendeu?
_ Entendi...Vamos entrar, já pedi a mesa.

terça-feira, maio 18, 2010

"Dei um talho em meu próprio sentimento
Pra que o mundo fulgure na clareira
Que esse nervo me aviva o sofrimento
Que esse olho é motivo de cegueira
Ê, presença difusa, desordeira
Giro de furação sem epicentro"
[Contenda]




Vc chega e eu toda embaralhada.

Daí, vc vai arrumando os naipes, fazendo as sequências, criando as canastras.

E bate.

Ganha o jogo sempre. Sabe me jogar desde sempre.

E eu repito, sem pudores... Se vc estiver me enrolando, como dizem as amigas, não tem problema.

Quero este jogo de música e felicidade que você inventa todo dia comigo...

terça-feira, abril 13, 2010

Fuga


Fuja
Sempre que puder, quiser e desejar
Fuja pra cá
Pra minha noite, pra minha vida, aqui pra dentro
Fuja
Sem pudor, ou medo
Pra misturar os cheiros, as vidas, os anseios
Sem olhar o tempo, aliás, se puder
Faça-o parar
Fuja pra cá
Pra minha vida, pra minha noite, pra debaixo de mim
E cumpra o firmamento
Dessa minha idéia louca de fugimento. 

[Ana Crônica]

 

terça-feira, abril 06, 2010

Mulher em extinção....

Olá queridas pessoas.
Como sempre me meto em discussões, debates e afins, seja no ambiente de trabalho ou aqui na rede.
A última tá sendo tipo meio desgastante porque eu gosto de debater, mas se tem uma coisa muito chata é gente que não abre a cabeça pro mundo e se acha o dono da verdade.

Bom, indo direto ao assunto esse post nasceu de uma papo em uma comu do orkut, Mulheres em extinção onde uma certa persona intitulada Steven criou o tópico "POR QUE AS MULHERES GOSTAM DE BANDIDOS", que aliás é o mais comentado da comu. 
Segundo ele, mulher decente e´a pura, casta, imaculada mas que tá em falta, porque só as feias são assim (pasmem)..e as bonitas são rodadas sexualmente, só gostam de balada pra ter babacas no pé entre outras asneiras, e olha que tem uns homems que concordam com isso.
Mas resolvi pensar: O que define uma mulher em extinção?

Pra mim funciona assim,  não tem tipo padronizado.
Nem é aquela que tem dupla jornada de trabalho, essa tem de quilo por aí.
A que criou os filhos sozinhos por falta de pai? Ihh isso então tá saindo pelo ladrão.

Penso que essa coisa de extinção, de especial, vai de cada um.
As vezes a especial pro fulano, não serve pro sicrano e vai por aí.
Mas gosto das mulheres que além de quererem trabalhar, estudar e evoluir não esqueceram que certas coisas tem que continuar como eram.
Por exemplo: Mulher não tem que ser Amélia ou submissa demais, mas tem sim que cuidar do seu "macho", quem nunca viu o pai chegar em casa e já ter a roupa e toalha arrumada pro banho? Ou o prato de comida feito pro jantar?
Isso não e´ser submissa, mas é ter cuidado com quem é importante dentro do lar. Entre outras coisas que acredito que mulher tem sim que fazer.
Esse negócio de querer direitos iguais é idiotice. Quanto mais moderno fica o mundo, menos femininas ficam as mulheres, e com essa eterna mania de querer os mesmos direitos e costumes que os homens, elas vão deixando de ser mulheres, pra virar uma coisa qualquer que acaba fazendo muito homem também deixar de ser Homem.

Então pra poder ser considerada uma mulher em extinção eu tenho que ser pura e santa?
Errado!!!
Pra alguém nesse mundo eu sou uma em extinção....
Mas por razões que só ele sabe e aprecia.
Porque eu gosto de cerveja, falo palavrão, gosto de ir ao maraca ver jogo no domingo e xingo o juiz. Gosto de rock progressivo, los hermanos, odeio ganhar flores, gosto de desenho animado, HQ e acho que sexo vale 90% da relação...e blá blá blá.
Isso faz de mim a mulher em extinção da vida de alguém. 

Então querido Steven, talvez essa mulher em debate nem exista. Não como você pensa, mas com características que cada homem vai julgar ser importante.
Pra você pode ser a virgem e imaculada, mas pro fulano vai ser a menos perfeita.

É isso.
Ate´a próxima.
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